Prudência



Reconheça-se: nesse episódio com a Alap, WGóes tem adotado tom conciliador, apesar das chispas de fogo sobre o Setentrião.

Vantagem



Pesquisas pra medir o pulso do eleitorado, feitas com mais afinco ultimamente, têm dado RGóes com melhores chances de enfrentamento com Clécio Luís, ano que vem.
Dentre aqueles que militam na base governista, bem entendido.

Sonolência



Com tudo de ruim que está ocorrendo no país, ultimamente, até parece que as arquibancadas cairam no sono.
E em assim sendo, agora só rezando pra que as coisas não piorem ainda mais.

Banalizou



Nem precisa ser gênio para uma triste conclusão: o que era indecente em tempos atrás virou coisa natural hoje em dia.
Com ninguém mais se indignando com os milhões que a cada dia se escuta em torno da roubalheira na Petrobras.
Que país é esse …

Condição



Não se surpreendam, mas Davi tem trabalhado, sim, no escurinho do cinema pra enfiar Lucas como vice na chapa de Clécio na briga pela reeleição.
É só o que pede em troca de seu apoio explícito, me disse hoje um interlocutor, vinho da mesma pipa dos ‘alcolumbres’.

Razão



‘A consciência da finitude nos ensina a viver’
(Irvin D. Yalom, psiquiatra e professor emérito de Stanford)

Sentimento



Choro de Gisele comoveria bem mais o país se por uma criança desamparada, ao invés de cachorrinha morta há 3 anos.

Futilidade



Nesse racha Chimbinha vs. Joelma, o que tem ficado difícil de saber é quem mais fala bobagem que o outro.

O mundo é feio



José Sarney – Ex-presidente da República

O gosto de mandar não é só das pessoas. Os países, mais do que os homens, sublimam-se na compulsão do poder, em busca de construir e ampliar impérios. Ter a hegemonia mundial foi sempre uma gigantesca ambição.

Depois da Segunda Guerra, duas potências disputaram palmo a palmo esse espaço. Foi a Guerra Fria. Com o seu fim, surgia uma única superpotência, incontrastável, enfeixando todos os poderes, políticos e militares. Nada se pode mover sem sua bênção. Os americanos, solitários, tomam decisões, no exercício de sua liderança ou na defesa dos seus interesses, como gerenciadores dos problemas do futuro da humanidade; o primeiro deles, o controle das armas nucleares. Para isso temos o Tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares (TNP), não assinado apenas por Índia e Israel. Será o suficiente? Assim foi até agora, mas a situação dá sinais de mudança.

Como diz Samuel Huntington, professor e presidente da Academia de Harvard para Assuntos Estratégicos (o que foi o interlocutor de Golbery sobre o processo de distensão iniciado por Geisel), o atual sistema de poder mundial passa a ser unimultipolar, isto é, exercido em condomínio. Os Estados Unidos podem tudo, mas não podem prescindir do apoio das potências europeias, do Japão e do braço de um organismo internacional, além da concordância de Rússia e China. Na Guerra do Golfo foi fácil, o que não ocorre nos Bálcãs.

Articula-se uma área de contenção e contestação a essa “entente” na chamada “doutrina Primakov”, o primeiro-ministro russo, que pregava um triângulo estratégico China, Rússia e Índia, capaz de exercer poder de veto sobre o mando absoluto dos EUA.

O atual conflito de Kosovo nos mostrou coisas mortas. Ieltsin, essa figura entre o burlesco e a ousadia, sem contenções nem equilíbrio, deixou escapar a ameaça que não esperávamos ouvir tão cedo. É possível ser uma fanfarronada, um blefe. Mas isso não se faz com um problema tão sério: ameaçar o mundo com uma guerra mundial, com armas nucleares. Se a hipótese é impossível, a afirmação nos dá a dimensão das nossas vulnerabilidades. Se um homem doente, fraco politicamente, respondendo a um processo de impeachment no Congresso, com credibilidade abalada dentro e fora do seu país, podia falar assim, como julgar ultrapassada a hipótese de catástrofe que nos atormentou em 40 anos de medo?

Hoje, o clube nuclear tem como sócios EUA, França, Israel, China, Índia, Paquistão e Ucrânia. Uma lista tão grande e o mais absoluto descontrole do antigo parque tecnológico de recursos humanos e materiais da antiga URSS dão a dimensão do imenso problema que é mantê-lo em segurança e controle. É verdade que o poderio americano é maior que todos juntos. No passado, esse poder capacidade de dissuasão. Hoje, esse argumento não nos tranquiliza, porque significa sairmos vitoriosos com a destruição mundial.

Mais do que nunca, devemos banir as armas nucleares da face da Terra. Enquanto existir uma delas, ninguém dormirá tranquilo.

É triste voltarmos ao princípio de tudo. Nossa superpotência, única e incontrastável, passa a ser oca, ou, como diz Brzezinski, “superpotência benevolente”. O jogo volta a ser o de sempre.

O que se delineia no século 21 não é aquele período de tranquilidade num mundo globalizado, em que tínhamos apenas de discutir a ordem econômica. Está presente o fantasma da guerra.

Absolvição



Pelo menos do processo de execução que respondia na Justiça Federal, desde 2013, Rosemiro Rocha está livre pra voar.
Soar do martelo extinguiu processo e até liberou bens sob penhora.

Campeão do mundo



É pela amizade com Randolfe e Davi, colegas de Senado, que Romário vem para o ‘Jogo pela Vida’, Ijoma vs. Apae, dia 19, no Zerão, em Macapá.
Faz parte do Novembro Azul, campanha do Ijoma de prevenção ao câncer de próstata.

Perdas



As boas relações da AL com o Setentrião despencaram e com elas o desejo de consumo de servidores do Legislativo, ainda amargando salário a descoberto.

Plateia



Não chegou a ser casa cheia, mas deu, sim, gente pra caramba na abertura da 51ª Expofeira, ontem.
Um público de bom tamanho, por assim dizer, a se considerar os tempos de crise braba por qual passamos.
No populesco, leia-se, sem um ‘puto’ no bolso!

Obra



Se Clécio mandou levantar tapume é porque por trás daquilo já rolam obras de revitalização da praça Floriano Peixoto, no Trem.
Notícia boa.