Amigo oculto



Só agora me dei conta.
Crise anda tão braba que até cartões de “Boas Festas” sumiram no Natal e Ano Novo.
Pelo menos desse lado de cá da vida real.

Manda chuva



É Papaléo quem ainda despacha como governador, a partir do Setentrião.
WGóes pediu mais um ‘time’ e só volta segunda, 25.

Inteligência



Criteriosamente selecionada e já integrando Grupo do Centro de Estudos de Justiça das Américas, juíza Elayne Cantuária é a única brasileira com assento no curso de Litigação Oral, em Washington, nos EUA.
É o Brasil se fazendo ouvir, mundo afora, pela voz de uma amapaense —galgando o cimo com reconhecida sabença jurídica.
Exemplo a seguir.

Chefia



Com as relações institucionais já riscadas do mapa, onde cumpria expediente, ex prefeito Marmitão (MZ) agora bate ponto na secretaria das cidades, como adjunto de Alcir Matos.

Xarope



Usando portavozes, Moisés segue ligando WGóes ao seu afastamento da presidência da AL.
E passando recado: “ele logo, logo vai ver só o que é bom pra tosse.”

Negócio



Não faltam placas de ‘aluga-se’ e ‘vende-se’ na porta de apartamentos no Macapaba.
O que faz soar algo de estranho no ar, quanto métodos adotados na seleção de contemplados.

Desconfiança



Só em Macapá, pelo menos 73 casos com suspeita de zika vírus já estão sendo investigados pela Divisão de Controle de Endemias do Estado, relata o diretor Emanuel Bentes.

Aperto



Entrevistado no rádio, recentemente, Teles Jr. (Planejamento) foi direto ao ponto:
“O governo estadual vai apertar mais ainda as torneiras do custeio da máquina pública.”

Ajuntamento 



Em Mazagão, pelo menos 4 aspirantes —Dudão (PPL), Chico Nó (PR), Antônio Elias (PT) e Davi Maciel (PSD)— se articulam em grupo por uma candidatura única pra enfrentar Dilson Borges, em outubro.

Mais um 



“Sim, sou pré candidato a prefeito de Macapá. E com apoio de Davi e Randolfe”, disparou Lucas Barreto durante entrevista no rádio, hoje.

Perde



Se Lucas se fez bem entender, em entrevista nesta terça (19), “ninguém no PSB consegue fazer barulho na eleição a prefeito, em Macapá.”
Por falta de quadros, bem entendido.

Ganha



E que a eleição majoritária, em Macapá, será decidida entre o candidato de Waldez, Clécio e aquele que estiver sob as bênçãos de Davi Alcolumbre.
Ele [Lucas], no caso, prezando velhas amizades.

Querido doutor Sadala



“Eu sou o decididor. Eu decido o que é o melhor. E eu sou o melhor!”.
Tudo bem, doutor Sadala, o senhor venceu!
Parabéns!
Mas, deselegante na expressão das palavras, inadequadas para um cristão bem passado na prancheta do aprendizado escolar, não precisa sair por aí vociferando bocejos de crueza e brutalidade contra tudo e todos.
E muito menos atirando raios que o partam por um simples ‘disse-me-disse’ político, habitué em período eleitoral.
Enviou um mau sinal, doutor!
Ah, ia esquecendo:
Só estar bem em pesquisa interna não basta. É preciso ganhar a eleição!
Mais: o senhor errou o alvo. Prezo, sim, minhas amizades, mas nunca faço delas bandeira política. 
Noves fora a arrogância que já se revela, até enxergo no senhor um filho de Deus de boa cepa e com as melhores das intenções de fazer o bem por Santana.
Agora, faça-me um pequeno favor: deixe que eu siga o meu caminho de paz com Deus e com os homens.
P.S. Se ajuda, a arrogância nunca leva a nada, principalmente na política. E que digam Jânio Quadros, Collor de Melo e, mais recentemente, Eduardo Cunha.

Imprensa e governo



José Sarney – Ex-Presidente da República

É um tema que jamais se esgotará as relações imprensa versus governo. Foi no século 18 que se estabeleceu uma grande regra sobre esse antagonismo: a primeira emenda à Constituição Americana, de autoria de Thomas Jefferson, que assegurava a liberdade de imprensa, contrabalançando a inviolabilidade da palavra dos congressistas.
Àquele tempo, a imprensa jeffersoniana era um panfleto-jornal, do tamanho do que é hoje uma página de livro, impresso em prensa artesanal, papel grosso e molhado. Duzentos anos se passaram. Hoje, tudo mudou. O jornal é o rádio, a televisão, o outdoor, a Internet e centenas de meios maiores, menores, imaginativos, grosseiros, o chamado instrumental da comunicação, não para contrabalançar a inviolabilidade da palavra do Legislativo, mas para influir sobre as pessoas, criar opiniões, induzir o consumo, os hábitos, monitorar e forçar decisões. Deixou de ser o quarto poder para ser aquele sobre o qual nenhum controle institucional é lícito existir.

Comunicação tem mais a ver com o conjunto das atividades econômicas do que com o governo. Mas há, por trás desse processo, um aspecto político que evidencia a obsolescência do sistema concebido por Montesquieu, que durou 250 anos e está em total desintegração. Agora, a discussão é saber: quem representa o povo? O Legislativo ou a mídia? A mídia já ganhou essa batalha. Há uma falência da democracia representativa que não pode concorrer com a massificação dos assuntos, em tempo real.

Nasceu um novo interlocutor da sociedade democrática: a opinião pública, que se expressa pela mídia, que é um dos maiores ramos econômicos mundiais e influencia todos os outros negócios públicos ou privados, direta ou indiretamente. Orienta o mercado financeiro, o consumo, os hábitos e tem o poder de acuar governos. Não há mais vínculo com a instituição jeffersoniana do século 18.

A legitimidade de governar no sistema representativo é dada pelas eleições. Essas são, hoje, um ritual meramente formal. As eleições envelhecem. São apenas um momento, um estado de espírito. Não é incomum, um mês depois de eleito, um mandatário perder a legitimidade. Esta reside na opinião pública, aferida por pesquisas de opinião.
Duas grandes revoluções ocorreram: o alto desenvolvimento tecnológico dos meios de comunicação e a libertação da mídia da publicidade governamental. O grande faturamento vem de setores particulares. Esses necessitam da mídia para ganhar dinheiro, e a mídia libertou-se do governo. A única ameaça que ronda seu poder é a Internet, mas a mídia já invadiu a Internet e com ela tem estreita relação.

O livro do senhor Mario Conti, “Notícias do Planalto”, reacendeu essa discussão que, além do perigo da manipulação política, pesquisada com correção e trabalho exaustivo, nos remete a uma reflexão sobre um novo modelo, pós-democracia representativa, que certamente vai surgir, tema de efervescência entre os cientistas políticos. Acham estes que o Muro de Berlim não caiu somente sobre o comunismo, mas sobre o modelo político do Ocidente, abalado por dois setores novos: a mídia e as ONGs.

 

Capa



Rosto do DA depapel desse domingo, 17.
Veja!!!