Devagar com o andor



Do colunista

Se quiserem conhecer como se faz um parlamento só de tricas e futricas, e absolutamente nenhum debate de ideias e projetos, deem uma espiada nas sessões da Alap.
Numa só.

É o suficiente pra chorar toda água do corpo de arrependimento por ter votado neles —nem todos, mas a maioria, infelizmente.
Cismaram que aquilo tudo é deles, e, vista grossa para os malfeitos, brigam feito loucos pela chave do cofre.

Fazem pacto, festejam conchavos, mas logo, logo voltam a guerrear. Já entram no plenário de arma em punho e canivete aberto.
E, de repente, exceção à regra, bem entendido, lá estão eles, protagonizando uma mesma cena, como fizeram nesta terça: de carreirinha, um atrás do outro, de novo renunciando cargos para que o presidente de plantão também entregue o boné.
Com Kaká também foi assim, e assim será com outros, desde que tenham seus interesses contrariados. Os deles, não os do povo que os elegeu.

Sem exagerar na tinta, digo que não amadureceram sequer pra reconhecer que os ‘palhaços’ são eles. Não, talvez nós, também, porque votamos, mas com o privilégio de estarmos na plateia, não no picadeiro.
Os maus exemplos estão aí, todo santo dia ocupando os noticiários policiais.

Um amigo meu chama ‘encurtar caminho’ esse correr desenfreado pelo se dar logo bem, pouco ligando se está agindo certo ou errado, ‘porque nunca haverá uma nova e alvíssera chance’.
Mas eles ainda “não são jovens o suficiente” pra entender que se ‘ouvimos trovoadas, é provável que chova’. E chovendo, se não temos onde nos proteger, nos molhamos todos.

O lulopetismo gastou todo o meu dinheiro e nem me dei conta disso …
Mas ficou a lição!

Aristóteles, o filósofo grego, tinha razão:
“Somos o resultado de nossas escolhas e de nossas decisões.”
Boa noite!

PS. Não há regra sem exceção.