Será?



Se na brinca ou a sério, mas Pedro Leite (ex-Saúde) tem falado muito, ultimamente, sobre uma possível candidatura dele ao Senado, em 18.
Pode ser.

Xarope



Peemedebistas têm reagido à onda de otimismo da Rede: 
“Não perdem por esperar. Logo, logo vão ver o que é bom pra tosse!”.

Cautela



Pra RGóes, campanha só está começando, logo ninguém ainda pode cantar vitória apenas porque ‘pesquisas internas’ revelam vantagem.

Agitação



Só tem crescido, ultimamente, o entra e sai de gente no QG de campanha do Promotor Moisés, na esquina da Mendonça Furtado com Hamilton Silva, no Santa Rita.
Animadíssimo!

Temor



Evocando Nelson Rodrigues, Temer não foi ao encerramento das Olimpíadas, ontem:
“No Maracanã, vaia-se até minuto de silêncio”, comentou, assustado.

Desafio



Presidente até 2017, Jaci esforça-se o que pode para atingir meta: 
Com mais baixos do que altos, a retomada da credibilidade do legislativo estadual, já comprometendo imagem de nobres parlamentares.



Mergulhado em campanha solo —leia-se, sem coligação, Ruy Smith não esconde otimismo sobre levantar ‘caneco’ como prefeito, ao fim e ao cabo da eleição.

Nem pensar



Em café da manhã, perguntei a Clark Platon (ex-deputado federal) se ainda alimenta desejo de voltar a ocupar palanque político:
“Nunca, jamais, em tempo algum”, como resposta de batepronto.

Stand by



Já Paulo Guerra, também deputado à época de Planton, admitiu desejo de consumo, mas ao Senado, em 18.
Professor e advogado, nessa ordem, goza de largo prestígio em meio à classe universitária.

Eu, hein?!



Tal pai Antônio Teles (ex-estadual), também já estão tentando enfiar Teles Jr (Seplan) como candidato em 18.
Ele nega.

Cognome



Nome e sobrenome da coligação PT/PHS liderada por Dora Nascimento: 
“Adora Macapá!”.

Bomba!



Ex-advogado do PT, ministro Toffoli (STF) é citado por Léo Pinheiro, da OAS, em proposta de delação já entregue na Procuradoria-Geral de Justiça.
Mas só pode ser levada em conta se o empresário for guindado à condição de colaborador da Lava Jato.

Rastro



Animadíssimo com possível interinidade como senador a partir de setembro, Josiel tem dito e repetido: 
Pra não destoar enredo, vai seguir pegadas do mano Davi, experiente e já com trabalho reconhecido no Senado.

Porta voz



Com passagem inclusive pela TV Amapá, mas também com incursões pelo TCE e MP, jornalista Anderson Farias é atualmente o secretário de comunicação da Alap, no lugar de Carlos Sérgio.

A desiguldade continua



José Sarney – Ex-Presidente da República

A desigualdade sempre foi o grande sonho do homem, desde que teve consciência de sua condição humana. Fizeram-se revoluções, escreveram-se tratados, pensadores, poetas e políticos construíram formulas e meios de chegarmos a ela. 

A grande Revolução Francesa de 1789, considerada um marco na história da humanidade, resumiu seus ideais em três palavras chaves e divinas: liberdade, igualdade e fraternidade. Na Declaração da Independência americana Thomas Jefferson ampliava essas aspirações, dizendo que todos os homens têm direito à “busca da felicidade”. Associava-se a felicidade aos anseios do homem.

Chegou-se mesmo a considerar que o século 18 fosse o da liberdade, o 19 da igualdade e o 20 da fraternidade. E qual seria o século da felicidade? Os poetas divagaram muito sobre ela e até mesmo se existe. 

Hoje, os estudiosos da alma humana buscam em Yung a visão de que todos morremos frustrados, com a mágoa de não termos vivido a vida que devíamos ter vivido. E aí entra a angústia dos erros, dos pecados e até mesmo de ter pecado.

Borges falava mesmo que se tivesse que viver de novo não seria tão prudente quanto foi, sempre “usando paraquedas”. Divagações a parte, vivemos um período em que a desigualdade diminuiu no país e milhões de brasileiros romperam a linha da pobreza, e que foi freado pela crise dos últimos anos. Mas me preocupam, não só a desigualdade de pessoas, como as desigualdades espaciais. Estas são as que marcarão o futuro dos países e do mundo. Já vinte países, no balanço alimentar e de modos de sobrevivência, não têm condições de existir e vivem da caridade.

Surge o problema da água como o mais dramático dos tempos que virão. Todos somos água e faltará água para que a vida continue. Onde ela existe não se pode mudar, pois a geografia é a única coisa imexível, como diria certo ministro dos anos 90, embora o mistério que Deus utilizou para fazer o mundo ainda não nos permita saber o que acontecerá com as mudanças climáticas, se reagiremos a tempo ou marcharemos para o desastre.

Continuo pensando que, no Brasil, o grande problema ainda é e será o das desigualdades regionais. O Centro Sul transformou se num buraco negro, que é um lugar em que a gravidade é tanta que nem a luz escapa de sua atração. É o que acontece com as regiões pobres do Brasil, sugadas pelo Centro-Sul. 

O único período em que as desigualdades regionais inverteram suas setas de maneira consistente foi nos anos 85-90. Mais recentemente houve um pequeno aumento da desigualdade na região Sudeste, enquanto o resto do Brasil teve diminuição. Consequência do desemprego, que chegou primeiro nas áreas mais industrializadas. Mas continua a concentração irresistível. Essa semana uma pessoa falou-me das saudades e da beleza de sua cidade em Goiás, mas terminou dizendo-me: “Me corta o coração porque a população está diminuindo, só ficam os velhos.” Os novos são atraídos pelo Centro Sul. O interior vira fantasma e no Norte e no Nordeste é pior, além do êxodo fica a solidão e a saudade dos que jamais voltarão.