Alarme



De repente, sirenes da PF voltaram a soar, mas desta vez pra prender criminosos da pornografia infantil, na Operação “Child Net 2”..
Eram três mandados, mas só um deles foi levado a cabo nessa primeira investida.

Recado



O PSB segue apostando na eleição de Smith, logo nada a revelar sobre com quem possa estar num possível segundo turno, “mas certamente não será com Gilvam”, garantem mandarins do partido.

No ar



Ideia de Sueli, caiu bem no figurino estúdio (link) montado pelo Tjap, sob próprio teto, por onde ecoa fala e se aproxima bem mais de ‘Sua Excelência, o Povo’.

Receio



Subestimado por Gilvam, ao sugerir que volte pro sindicato, ao invés de sonhar em se eleger prefeito, Genival (PSTU) reage:
“É medo de acabar como fona, carregando ‘lanterninha’. Vai ver só o que é bom pra tosse”.

Interino



É Haroldo Abdon quem ocupa cadeira de Mira na Alap, enquanto ela corre do prejuízo, com nova carga de recursos pra recuperar mandato.

Recuo



Cassação de Mira já faz estragos na campanha do mano Robson, porque paipai Rosemiro, sentido, decidiu se afastar por uns dias das ruas, enquanto se recupera do baque.

Firme forte



Que Roseli que nada.
Robson mantém candidatura de pé, em Santana, apesar dos últimos trancos e barrancos na Justiça.
Mais chegados acham que ‘chefe’ tira de letra e ganha a eleição, em outubro.

Sabatina



Vices a prefeito em Macapá vão ter vez e voz a partir da terça, 20, no ‘Café Com Notícia’, pela Diário FM.
Entrevistas serão pilotadas pela titular do programa, jornalista Ana Girlene, cá de casa.

Revés



Agora pela caneta de Rosa Weber (TSE), confirma-se a perda de mandato de Mira Rocha.
Ainda pode recorrer, mas fora do cargo de deputada estadual na Alap.

Expectativa



Da conta da Rede Amazônica de Rádio e Televisão, nova pesquisa do Ibope, sobre intenções de votos em Macapá, sai na sexta que vem, 16.
Até lá haja lexotan!

Chinfrim



Até parece que a plateia caiu no sono, com quase ninguém dando a mínima para as eleições, em Macapá mais precisamente —apesar de já a menos de 20 dias do sufrágio.

Ataque



Na entrevista desta quarta (14), na Diário FM, Gilvam (PMDB) voltou a abrir ‘caixa de ferramentas’ sobre Clécio Luís, adversário dele na disputa pela prefeitura, em outubro.
Mas, provocado, ao menos um reconhecimento: “a cidade está menos suja hoje em dia”.

Retorno



WGóes já está em Macapá, depois de encontros com Cármen Lúcia (STF), Rodrigo Maia (Câmara) e Meirelles (Fazenda).
Retornou carregado de promessas de novos e bons ventos a caminho.

O tempo das amoras



Ali via os ídolos do nosso partido e outras figuras notáveis da política brasileira. Via Octávio Mangabeira, Gustavo Capanema, Vieira de Melo, Carlos Lacerda, Afonso Arinos e tantas figuras cujos nomes o tempo foi apagando. Lembro-me também de Raimundo Padilha, grande orador, de Raul Fernandes, que Lacerda chamava a raposa de Valença, de Luís Viana, de Magalhães Pinto, de Rondon Pacheco, de Oscar Dias Correia, de Pedro Aleixo, de José Bonifácio, de Aliomar Baleeiro, de Bilac Pinto e de um dos maiores estadistas que conheci, Adauto Lúcio Cardoso, homem de grande integridade e referência moral de todos os tempos no parlamento brasileiro.

Com eles ao longo do tempo convivi, de alguns deles tornei-me amigo, e por eles fui escolhido, em 1958, vice-líder da UDN, sendo líder Carlos Lacerda. Era a famosa Banda de Música, onde eu tocava reco-reco.

Foi então eleito presidente da Casa, numa rebelião da Ala Moça do PSD, Ulysses Guimarães. Depois Ranieri Mazzilli, que foi presidente sete anos e presidia a Casa com um ar de imponência e um peito que Lacerda dizia ser de tenor italiano. O último presidente que tive na Câmara foi o Bilac Pinto, de quem também fui grande amigo.

Na minha memória vinham os presidentes do Império: Pedro de Araújo Lima (Marquês de Olinda), Martim Francisco de Andrada, Limpo de Abreu (Marquês de Abaeté), Zacarias de Góis, Araújo Viana (Marques de Sapucaí), Paulino de Souza, Gomes de Castro — parente de meu bisavô, a quem Ruy Barbosa reconhecia como um dos maiores oradores e com quem teve grandes e acirrados debates, inclusive sobre a anistia. E os que não foram presidentes, como o próprio Ruy, e Joaquim Nabuco!

Tantos homens, tantos talentos!

Depois fui para o Senado, já tendo sido Governador do Maranhão, passando por todos os postos da política, inclusive sendo presidente da Casa por quatro vezes, durante oito anos; e ao deixar a vida partidária era o parlamentar mais antigo da história da República e o segundo incluindo o Império. Fui Vice-Presidente e Presidente da República. Quando saí do Senado tinha a impressão de ter deixado um parlamento que não era mais o do meu tempo. Vi tudo e fui tudo na política.

Para completar, vejo agora uma coisa inédita, que jamais poderia imaginar: o Presidente da Câmara foi suspenso e afastado do mandato, com uma série de acusações que eram impensáveis nos velhos tempos.

Mas a História é feita dessas grandes surpresas. O próprio ministro Teori Zavascki disse ser um caso “extraordinário, excepcional e, por isso, pontual e individualizado.”

Já diziam os latinos “O tempora, o mores.” Padre Newton, meu professor de latim, achava que a melhor tradução desse provérbio não era “oh! tempo, oh! costumes”, mas o tempo das amoras.

É o que estamos vivendo, o tempo das amoras.

Leveza



Na frase a seguir, o recado bem passado do desembargador Vales (Tjap):
“A gratidão nunca foi um fardo pesado pra mim; as pessoas a quem sou grato são todas dignas e decentes.”