Lula condena, mas mede as palavras. Critica a ação na Venezuela, chama de “afronta à soberania”, mas evita o tom incendiário. E não é contradição, é cálculo.
A intervenção americana e a captura de Maduro ocorrem no momento em que Lula ensaia reaproximação com Trump. Por isso, no Planalto, a indignação tem limite: simpatias ideológicas cedem lugar à preservação do próprio capital político e das pontes com a Casa Branca.
