Março se aproxima, mês de São José, nosso padroeiro, cuja imagem repousa sobre a Pedra do Guindaste, no Rio Amazonas. Ali, exposta ao tempo e ao olhar cotidiano, a estátua hoje marcada — sem nariz — revela mais do que desgaste material. Revela descuido. Símbolos não se deterioram sozinhos; são abandonados. Cuidar de São José de Macapá é cuidar da memória coletiva. E memória não se preserva com mensagens sazonais, mas com zelo permanente.
