Teimosia



O que respondi a um interlocutor, hoje, ante crise por que passam todos nós, brasileiras e brasileiros:
“Sobrevivendo de susto em susto.”

Ardência



Por conta da roubalheira na Petropbras, o petismo já arde em chamas, admite ‘companheirada’ mais realista.

Xilindró



Justiça, aqui, já vasculha condenações em segunda instância e, em havendo, segue jurisprudência a partir de decisão do STF.
Ou seja, manda apenados pra ver sol nascer quadrado, na cadeia.
Não faltam especulações, por enquanto.

Privacidade



Sobre caso amoroso com a jornalista Míriam Dutra, em cartaz, FH (ex-presidente) pergunta a colunista da Folha:
“Por que discutir como se fosse pública uma questão privada?”.



“Foram 28 anos no ar, não é um mau desfecho”, diz humorista e apresentador que deixa programa na Globo, depois de também ter passado pelo SBT.

Virtude



Sobre ZFV, Bala reconhece:
“Pontapé inicial foi de Sarney, no Senado, e só a partir da Câmara Federal foi que toque de bola rumo ao gol ficou por minha conta. Portanto, pra fazer justiça ao ex-presidente, convém dividir méritos”, adita Rocha.

 

 

Despejo



Com Eduardo Cunha entre a cruz e a caldeirinha, Vinícius, pra votar em favor dele na Comissão de Ética, em BSB, estaria exigindo mais uma legenda partidária como ‘moeda de troca’.
Desta feita o Solidariedadede, de Paulinho da Força, em Brasília, e Bala Rocha, em Macapá.

Descompasso



Dos mais de 40 estudantes que começaram curso superior de música na UEAP, só restam 19 deles, e ameaçando também abandonar, disseram Fábio e André, hoje, no rádio.
Aboletados em sala no Walquíria Lima, mas sequer sem instrumentos musicais para o aprendizado, acadêmicos até já denunciam estado de falência da instituição.

Debate



Cristina (PSB) quer ZFV, já saindo do forno, sob discussão mais abrangente, daí a audiência pública com segmentos da sociedade.
Sexta agora, a partir das 9h, na Alap.

Definição



Sobre Camilo como prefeiturável, Cristina atribui a tricas e futricas pra confundir eleitorado, “porque candidato do PSB vai ser mesmo Rui Smith”, garantiu a parlamentar nesta segunda (22), no rádio.

Repercussão



Para Gabriel Matri, filho de Randolfe, mobilização da Rede, sexta 19, pra fortalecer filiações, “foi um dos mais importantes eventos políticos ocorridos nos últimos tempos no Amapá.”

Prioridade



Caçula de Randolfe, 21 anos, Gabriel, já mergulhado na política, descarta vereança em outubro, apesar de bochichos.
Marinheiro de primeira viagem, considera o estudo, sob qualquer ponto de vista, como embasamento prioritário para voos mais altos, futuramente.

Capa



Rosto do DA de papel deste domingo, 21.
Veja!!!

O mundo é feio



José Sarney – Ex-Presidente da República

O gosto de mandar não é só das pessoas. Os países, mais do que os homens, sublimam-se na compulsão do poder, em busca de construir e ampliar impérios. Ter a hegemonia mundial foi sempre uma gigantesca ambição.

Depois da Segunda Guerra, duas potências disputaram palmo a palmo esse espaço. Foi a Guerra Fria. Com o seu fim, surge uma única superpotência, incontrastável, enfeixando todos os poderes, políticos e militares. Nada se pode mover sem sua bênção. Os americanos, solitários, tomam decisões, no exercício de sua liderança ou na defesa dos seus interesses, como gerenciadores dos problemas do futuro da humanidade; o primeiro deles, o controle das armas nucleares. Para isso temos o Tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares (TNP), não assinado apenas por Índia e Israel. Será o suficiente? Assim foi até agora, mas a situação dá sinais de mudança.

Como dizia Samuel Huntington, professor e presidente da Academia de Harvard para Assuntos Estratégicos (o que foi o interlocutor de Golbery sobre o
processo de distensão iniciado por Geisel), o atual sistema de poder mundial passa a ser unimultipolar, isto é, exercido em condomínio. Os Estados Unidos podem tudo, mas não podem prescindir do apoio das potências europeias, do Japão e do braço de um organismo internacional, além da concordância de Rússia e China. Na Guerra do Golfo foi fácil, o que não ocorre nos Bálcãs.

Articulava-se uma área de contenção e contestação a essa “entente” na chamada “doutrina Primakov”, o então primeiro-ministro russo, que pregava um triângulo estratégico China, Rússia e Índia, capaz de exercer poder de veto sobre o mando absoluto dos EUA.

O conflito de Kosovo nos mostrou coisas mortas. Ieltsin, essa figura entre o burlesco e a ousadia, sem contenções nem equilíbrio, deixou escapar a ameaça que não esperávamos ouvir tão cedo. Foi possível ser uma fanfarronada, um blefe. Mas isso não se faz com um problema tão sério: ameaçar o mundo com uma guerra mundial, com armas nucleares. Se a hipótese é impossível, a afirmação nos dá a dimensão das nossas vulnerabilidades. Se um homem doente, fraco politicamente, respondendo a um processo de impeachment no Congresso, com credibilidade abalada dentro e fora do seu país, podia falar assim, como julgar ultrapassada a hipótese de catástrofe que nos atormentou em 40 anos de medo?

Hoje, o clube nuclear tem como sócios EUA, França, Israel, China, Índia, Paquistão e Ucrânia. Uma lista tão grande e o mais absoluto descontrole do antigo parque tecnológico de recursos humanos e materiais da antiga URSS dão a dimensão do imenso problema que é mantê-lo em segurança e controle. É verdade que o poderio americano é maior que todos juntos. No passado, esse poder capacidade de dissuasão. Hoje, esse argumento não nos tranquiliza, porque significa sairmos vitoriosos com a destruição mundial.

Mais do que nunca, devemos banir as armas nucleares da face da Terra. Enquanto existir uma delas, ninguém dormirá tranquilo.
É triste voltarmos ao princípio de tudo. Nossa superpotência, única e incontrastável, passa a ser oca, ou, como dizia Brzezinski, “superpotência benevolente”. O jogo volta a ser o de sempre.

O que se delineia no século 21 não é aquele período de tranquilidade num mundo globalizado, em que tínhamos apenas de discutir a ordem econômica. Está presente o fantasma da guerra.

A vida é bela, mas o mundo é feio!