Recado



De Alan Sales (PPS): “Política é esse exercício; nós e o senador Randolfe temos uma grande aliança há muito tempo; nossa posição é de união; e as conversas estão avançando, o que me deixa muito satisfeito, porque agimos sempre respeitando e tendo o respeito da classe política”.

Confetes



Randolfe (Rede): “Nossa relação com o PPS é duradoura e profícua; o Alan Sales tem perfil para ser prefeito, governador e, asseguro, não terei nenhum problema de estar ao lado dele, apoiando-o”.

Contracheque



Patrícia Brito (Caesa) adianta: pagamento de janeiro do funcionalismo amanhece nas contas nesta quarta-feira.
Demais meses serão definidos após reunião prevista para próximos dias com representantes do GEA e servidores.

Costura



Não se sabe em que termos, mas para driblar parecer da Procuradoria Geral da AL, suplente Márcio Serrão renunciou à interinidade, permitindo que Luciana Gurgel retorne ao Parlamento após licença maternidade, nesta terça, 16.

Irmãos, mas olhe lá!



José Sarney – Ex presidente da República

Nossas relações com os Estados Unidos sempre foram marcadas por idas e vindas, equívocos e vacilações. Joaquim Nabuco, embaixador em Washington, sonhou uma irmandade eterna, um matrimônio sem desencontros e o Brasil transformado nos Estados Unidos da América do Sul. Monroe pregou a doutrina da “América para os americanos”; Roosevelt, a “política de boa vizinhança”; Kennedy, a “Aliança para o Progresso”. Essas iniciativas esgotaram-se nas palavras e motivações. Augusto Frederico Schmidt, poeta e homem público, no governo Juscelino, lançou a Operação Pan-Americana, a OPA, da qual sobreviveu o BID Banco Interamericano de Desenvolvimento. A OEA, mais antiga, está em sono profundo e só desperta pelo esforço dos diplomatas que ali trabalham.

As relações que eram sonhadas de um destino comum ficaram restritas às trocas econômicas. O elo que funcionou foi o dos interesses comerciais. Os Estados Unidos viveram recentemente a maior prosperidade de sua história. Seria o momento exato para eles proporem um grande projeto para a América Latina, de uma agenda a ser construída para a melhoria da situação social da região, marcada por tantas desigualdades e injustiças. Belo ideal para o sonho americano de uma América solidária. Mas a realidade é outra.

O momento foi marcado pela fúria de ocupação de nossas economias pelas companhias globais, pelas privatizações e globalização financeira com efeitos perversos de concentração de renda e especulação, numa corrida para domínio de mercado. Os EUA tinham um déficit monumental de US$ 300 bilhões em sua balança comercial. Compraram mais do que venderam, com dinheiro demais. O Brasil era um dos poucos países que estava na mão inversa, com o qual os americanos tinham o seu quarto superávit comercial! Mesmo assim, nos trataram com mão-de-ferro.

Na virada do milênio tivemos mais três produtos atingidos pelas barreiras americanas: laminados de aço a quente, aço a frio e frio-máquina (espécie de fio de aço), isso para não falar dos 80 produtos brasileiros com tratamento discriminatório. As barreiras americanas são usadas para proteger suas indústrias obsoletas e ineficientes, setores que não podem competir conosco, como o de sucos. E nós?

Nossa reação tem sido de benevolência, como o financiamento das companhias americanas na privatização do setor elétrico. O Brasil, assim, não tem condições de expandir o seu comércio exterior. Os Estados Unidos crescem a 3% ao ano. Isso significa que a cada ano cresce um Brasil. Nossas exportações para lá, que já foram de 1,7%, perdem posição e, hoje, são de 1%.

As relações Brasil-Estados Unidos estão abaixo de nossas aspirações. São marcadas por grande predominância econômica e política, ameaças de sanções e muito protecionismo por parte dos EUA. Não seria o momento de repensá-las e lutar mais forte por nossos interesses? Os grandes são sempre temidos, poucas vezes amados. Como chegaremos algum dia, Brasil e Estados Unidos, a uma relação sem dependência e de fraternidade, sem explorações? Até lá, irmãos; mas, olhe lá!

Perdas e danos



Desculpem, mas também não sei informar, precisamente, quando acaba esse ‘lenga-lenga’ do entra e sai presidente na Alap.
Apenas uma certeza: é desgaste não só pra instituição, mas principalmente para nobres parlamentares.

Estopim



Sem dar nome aos bois, uma boa fonte do judiciário admitiu, em privado, que o Amapá, hoje, no quesito político, “é um caldeirão prestes a explodir.”

Xeque



A razão de Lula disputar a presidência em 2018 é uma só: ele é a única opção viável do PT.
E se não estiver preso, bem entendido.

Ousadia



Já dito alto e bom som quando Delcídio foi pra cadeia, Sarney, em respeito aos ditames da lei, segue achando que o juiz Moro já tomou pra si a Constituição do Brasil.
Do ponto de vista de estar metendo pés pelas mãos, ao arrepio das leis em vigor.

Bico calado



Na visita que fez ao DA, hoje, nem um pio de Teles Jr (Seplan) sobre quem WGóes vai ombrear na eleição de outubro, em Macapá.

Bons tratos



Ainda há um bocado de coisa por fazer, mas, admita-se, a Macapá hoje em dia já se revela bem melhor que noutros carnavais.
No quesito limpeza, principalmente.

Duro na queda



À prova de solavancos, Moisés logo, logo volta a brilhar sob o sol do equador, preveem otimistas do entorno dele.

Coragem



A partir do “Réveillon do Bem” e agora com o “Villa Mix”, em março, bancar megas eventos, em plena crise braba, virou desafio de altíssimo risco para o empresário Elton Lira.
Goianense recém-chegado e CEO da Êxito Consultoria, é ele quem administra fundos de pensão da PreviPalmas, PreviMacapá e PreviSantana.
E tome ousadia.

Bum!



De ponta, hoje em dia, depois de anos a fio em troca de figurinhas, Moisés e DaLua já ganharam novo título de chamada de capa: “Dupla Exposiva!”.
Mas, na ‘boa’, sem muito a ver com práticas islamitas.

Aloprados



Já vi gente em Macapá, agarrada nas tetas do poder, enriquecendo da noite pro dia, mas, na mesma proporção, também empobrecendo de fazer dó.
Todos eles por encurtarem caminho e baguçar coreto da moralidade pública.
E hoje estão como tontos, gaguejando frases feitas como ‘pobres injustiçados’.
É no que acaba.