Relatório



Com a Procuradora-Geral do MP, Ivana Cei, hoje, na solenidade de entrega de seu relatório de gestão, de 2011 a 2015 (2 mandatos).

Viagem



À minha pequena, mas querida plateia, explico.
Por necessidade de viagem, pra ajustar madeirame e, ao mesmo tempo, reciclar conhecimentos nesse ‘osso duro de roer’, despenduro desse ilustre condomínio digital por uns dias.
Peço compreensão.
Sei que não presto, mas amo vocês.
Merci! Arigatô! Thank you! Danke! Obrigado!!!
Fui!!!!

Meditação sobre o tempo 



José Sarney – Ex-Senador e ex-presidente da República 

A liberdade tem grande poder criativo. Até mesmo os excessos o seu exercício corrige. É necessário, para entendê-la, compreender o que é o tempo. Leonardo da Vinci escreveu uma noite, em seus angustiados cadernos, que “justiça é filha do tempo”.

Um dia ouvi, em Hong Kong, em companhia do embaixador Miguel Osório, que naqueles anos (1967?) procurava desvendar o mistério do que ocorria com a Revolução Cultural na China, uma afirmativa de um velho poeta, com o sabor de sabedoria milenar, que a diferença entre o Ocidente e o Oriente era o fato de que os ocidentais não sabiam o que era o tempo.

Quando me encontrei com Deng Xiao Ping, em Pequim, ele me falou entusiasmado de seu país daqui a 100 anos, como se dissertasse sobre o dia seguinte. Descreveu-me empolgado as metas dos próximos 20 anos, como se comentasse a madrugada que viria.

Comecei então a aprender o que é tempo e a saber que é dele que se faz a vida. Muito tenho falado sobre a paciência, mas, hoje, ocorre-me defini-la como a virtude de saber esperar.

Não com o sentido de reparar injustiças ou desejo de esquecer o passado, mas de ver os fatos com o sabor de “experiência vivida”, de ser humilde ao olhar erros, de aprender, de poder emitir conceitos e de ter a consciência de que muitas vezes podemos estar errados.

Nada mais falso do que o chavão de repetir que, se tivéssemos de viver de novo, repetiríamos tudo. Muitas coisas não faríamos, outras acrescentaríamos e outras nem uma coisa nem outra, simplesmente seriam ignoradas. Afinal, a gente melhora com o passar dos anos. Perde-se em vigor, mas ganha-se em saber.

Os desenganos, as esperanças modestas, as ambições, as vaidades e as paixões têm o realismo do conhecimento do funcionamento do tempo, da vida. Porque é bíblica e sagrada a certeza de que há tempo de semear e tempo de colher. É possível que o tempo de colher seja mais glorioso. Mas é o tempo de semear que determina o que se vai colher.

Governei o Brasil no período mais difícil de sua história, mais cheio de cobranças políticas. Somavam-se esperanças e dificuldades.

As liberdades, represadas 20 anos, explodiam em reivindicações e gestos de intolerância.

A ânsia de mudanças atropelava os fatos. Coube-me plantar e poucas vezes colher. Há frustração maior do que plantar e não colher? Até Cristo, quando olhou aquela videira sem frutos, que ele não plantara, lançou a maldição: ”Teus galhos secarão.”

Mas é preciso ter a noção do tempo para esperar o momento da colheita. Como exemplo, recordo que semeei o exemplo de respeitar até o limite dos exageros, a liberdade de imprensa, rádio e televisão porque sempre entendi que a prática da liberdade corrige os excessos.

Não apenas nos veículos de comunicação, mas em todo o processo de circulação de informação da sociedade. As instituições se fortalecem e se consolidam. A democracia é um regime que é melhor do que os outros porque sobrevive às crises e sabe absorvê-las.

O Brasil vive, neste instante, as excelências de um regime democrático, pluralista e aberto. Sua massa crítica e instituições não entram em colapso em face da tempestade e seguram as estruturas da sociedade e do Estado.

E, dentro deste vendaval, constata-se a verdade de Jefferson de que a liberdade de imprensa é a liberdade fundamental. Nosso Rui Barbosa resumiu o conceito chamando-a “pulmão da democracia”.

A semeadura foi boa. Hoje, todos colhemos os frutos de uma imprensa vigorosa, cumprindo sua missão de informar. Porque, no mais, as decisões são frutos da verdade que, como se diz no Maranhão, “é como o manto de Cristo, não tem costura”.

Dúvida cruel



Com medo de acabar sozinho, o PSB anda preocupado.
Acha que rolou alguma química entre Waldez e Clécio, como resultado daquele encontro ‘pra ver a Banda passar’, na terça gorda.
E isso a imprensa não diz!

Inglês ver



Tem lei que pega e lei que não pega.
A lei do ‘meu troco’, do Edinho, quando ainda era vereador, nunca pegou.
E já nem se fala mais nisso.

Destemperada



Atualmente, Hospital Metropolitano e Shopping Popular são piadas que já perderam a graça.
Tipo gol contra!

Satírico



Próxima edição do ‘Charlie Hebdo’ vai trazer Claudionor Soares como charge.
Fantasiado de Maracatu, com frase ‘Je Suis a derrota anunciada!’.

Orgulho



Sueli Pini: “O Amapá me deu um bem maior que é a minha família. São dez filhos —dois biológicos e oito adotivos”.

Enxerto



Já tem gente jurando que aquela vasta cabeleira no cocuruto de Eider Pena é implante.
Ele nega peremptoriamente.

Troca de comando



No Ypiranga, Tupã, que tem mandato até 30 de março, combina com o Conselho Deliberativo e antecipa saída da presidência, mas com prazo de 30 dias para prestar contas.
Chefiada por Xerfan, Junta governativa toma posto até que se faça nova eleição.

Alteração



Na prefeitura, Milhomen assume Secretaria de Assuntos Extraordinários, pra fortalecer relações política de Clécio com as bancadas..
E Claudiomar Rosa, que estava lá, vai pra Secretaria de Subprefeituras, na ligação direta com os bairros.

Umbanda



Ainda inconformado com perda do título do carnaval, Claudionor Soares já corre atrás de um ‘pai-de-santo’.
Pra uns ‘trabalhinhos’ nos quintais da Maracatu da Favela.

Urgente!



Na parada de ônibus.
Por causa do estado de calamidade pública, já tem gente defendendo intervenção militar em Santana.
Vixe!

No ar



Edinho já está dizendo ‘Oi, turma!’, agora também aos domingos e pela RDM —’Velhinha boa’.
Tem bom pique como radialista.

Homenagem



Na padaria do português, hoje.
Teatro troca de nome: em vez de Bacabeiras, ‘Antônio Pádua’, doravante —além de radialista, também ator (Bar Caboclo), em vida.
Claro, depois de devidamente aprovado por parlamentares, na AL.